22 de out de 2011

Estudantes fazem "faxina" na rede globo



De forma muito irreverente um grupo de 30 estudantes realizou uma grande faxina na tarde desta quarta-feira na frente da Rede Globo de televisão no Rio de Janeiro.  Armados com balde, sabão e vassoura os manifestantes afirmaram estar varrendo a “sujeira do monopólio dos meios de comunicação no Brasil”.
O ato contou com a simpatia dos moradores do Jardim Botânico que de suas janelas batiam palmas e incentivavam o ato. Organizado por entidades do movimento estudantil como a UNE a UEE-RJ e o DCE Facha o ato contou também com o apoio do sindicato dos petroleiros e da FALE-Rio (Frente Ampla pela Liberdade de Expressão).

De acordo com Bruno Ferrari, presidente do DCE Facha, “a Rede Globo de televisão foi escolhida por ser o símbolo maior do monopólio das comunicações no Brasil”.

O ato fez parte das comemorações da Semana Internacional pela Democratização dos Meios de Comunicação. Ontem um showmício no Buraco do Lume, centro do Rio de Janeiro, apresentou para a sociedade a proposta de Marco Regulatório das Comunicações que esteve durante um mês aberta para consulta pública. Esta proposta foi entregue para o ministro das comunicações Paulo Bernardo ontem de manhã. Agora o movimento espera que o ministro encaminhe a proposta para o Congresso Nacional até o fim de novembro deste ano.

Entre as propostas do novo Marco Regulatório das Comunicações está a o fim da propriedade cruzada, ou seja, a proibição de que uma única empresa seja dona de rádio, TV e jornal. Segundo Flávia Calé, presidente da União da Juventude Socialista, “a possibilidade de propriedade cruzada só existe no Brasil”.

Dezenas de policiais militares e seguranças privados acompanharam a manifestação de hoje, provavelmente chamados pela Rede Globo. Do início ao fim o ato contou com a cobertura da Telesur, canal de televisão da América Latina com sede na Venezuela. Segundo os organizadores a chuva atrapalhou a manifestação, mas um novo ato será convocado para o início de novembro para dar continuidade à luta pela aprovação do novo Marco Regulatório das Comunicações.

Por Theófilo Rodrigues

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